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DLSS 5 vaza antes da hora e modders já colocam a mão na massa

Um arquivo do DLSS 5 apareceu na versão beta de NBA 2K27 e foi rapidamente extraído por modders, que já testaram a tecnologia em jogos como Control e The Last of Us Part 2. O resultado, por enquanto, deixa personagens com aparência estranha e derruba o desempenho quase pela metade.

por Thiago Raphael

30 de agosto de 2026

DLSS 5 vaza antes da hora e modders já colocam a mão na massa

O que aconteceu

A Nvidia anunciou o DLSS 5 em março de 2026 como sua aposta em renderização neural, prometendo imagens mais realistas em jogos. A recepção inicial do anúncio já tinha sido fria. Agora, meses depois, um arquivo chamado nvngx_dlssnr.dll foi encontrado escondido no acesso antecipado de NBA 2K27, provavelmente colocado ali para testes internos da desenvolvedora.

O usuário @renan_maniero foi quem identificou o arquivo. A partir daí, a comunidade de modding não perdeu tempo: extraiu o componente e conseguiu rodá-lo fora do contexto original, aplicando a renderização neural em outros títulos que nada têm a ver com o basquete virtual.

Control e The Last of Us Part 2 como cobaias

Em Control, o mod ainda está limitado aos modelos dos personagens. Ajustando parâmetros como máscara de pele, intensidade e estilo (todos recursos que a Nvidia já havia prometido no anúncio original), os modders conseguiram ativar o efeito. O resultado prático até agora é modesto: a protagonista Jessie ganhou uma aparência de quem passou a noite em claro.

Já no subreddit oficial da Nvidia, o teste em The Last of Us Part 2 dividiu opiniões. Parte dos usuários descreveu o visual como artificial demais, enquanto outros notaram mais detalhe na pele e uma redução do efeito "boneco de animação" nos rostos. Não há consenso, e a divisão tende a se repetir quando a tecnologia chegar oficialmente aos jogos.

O preço é o desempenho

O dado mais concreto até agora é sobre performance, não sobre estética. Em vídeo publicado no YouTube, a ativação da renderização neural derrubou a taxa de quadros de 95 para 53 FPS no mesmo hardware. Uma queda de quase 45%.

Vale o mesmo alerta de sempre com tecnologia vazada: o código ainda está cru e sem otimização oficial dos estúdios. É esperado que o impacto real diminua quando desenvolvedoras integrarem o recurso de forma nativa, em vez de depender de mods para forçar a compatibilidade.

Ainda assim, o histórico ajuda a calibrar a expectativa. O ray tracing também levou anos até virar opção viável para quem joga em PC, justamente porque as primeiras gerações de placas simplesmente não aguentavam o recurso ligado. Se o DLSS 5 seguir o mesmo caminho, a pergunta não vai ser se a imagem fica melhor, mas se alguma GPU atual sobrevive ao recurso ligado sem sacrificar metade do frame rate.

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