O retorno de Lioness, o adeus de June Osborne e a ilha com estranhos acontecimentos
Nesta semana, veja o que a redação do Radar Geek assistiu, jogou e curtiu. Dividimos a atenção entre o thriller de espionagem e o surpreendente The Handmaid's Tale (descoberta enorme, sugestão da namorada, hahaha).
por Tiago Salvador
28 de agosto de 2026

Toda semana a gente separa um tempo pra contar o que andou passando na nossa tela por aqui, sem compromisso de ser só lançamento quentinho. Essa rodada ficou pesada: espionagem, distopia, terror e ainda uma dose de game pelo meio. Cinco títulos, cinco climas bem diferentes.
Lioness: a 3ª temporada - Zoe Saldaña voltando com tudo!
Depois de quase um ano esperando, Lioness estreou a terceira temporada em 2 de agosto no Paramount+, com episódios semanais aos domingos até 20 de setembro. Zoe Saldaña continua no comando de Joe McNamara, a agente que recruta mulheres para missões disfarçadas dentro de organizações hostis aos Estados Unidos.
A nova fase mistura redes ocultas, agentes estrangeiros e traições dentro de casa, numa trama cada vez mais realista diante da nossa atualidade: a guerra entre Ucrânia e Rússia, o poder geopolítico da China e a crise no Oriente Médio ganham espaço no roteiro.
O episódio de estreia, "The Spider and The Fly", já superou a audiência da temporada anterior nos primeiros sete dias de exibição. E este editor que vos fala está no quarto episódio e posso te dizer: está frenético. Se você gosta desse estilo, vai uma dica: Jack Ryan (Prime Video) tem o mesmo espírito.
Lioness é uma boa série para quem quer maratonar, é um thriller policial, político e militar muito bom. Então corre, já está na 3ª temporada, bora maratonar a 1ª e a 2ª temporadas.
The Handmaid's Tale: Surpreendente, empolgante e reflexiva
Com indicação da minha namorada, terminamos de assistir a sexta e última temporada, que encerrou o ciclo de June Osborne depois de sete anos de série (pra mim foi um mês inteiro maratonando, hahaha).
A história começa em uma terra com problemas de natalidade pelo mundo: a crise se instaura em diversos lugares e, no centro, um Estados Unidos dividido, à espera de um golpe. Foi assim que aconteceu a união entre religião e política: nasce Gilead, o novo país, com dogmas de uma igreja comandada por homens que seguem a "palavra de Deus".
Elisabeth Moss é a nossa June: que força, que poder essa mulher teve! Entre os diversos assédios que sofria durante os capítulos da série, ela reuniu forças para salvar a filha e reencontrar o marido na nova EUA que fica no Canadá. Os episódios mantêm o controle emocional da história, mesmo quando o ritmo trava um pouco no meio da temporada.
A fotografia da série é maravilhosa, com o contraste entre os tons escuros e os tons vermelhos dos mantos das Aias.
Recomendo a todos que assistam e entendam um pouco mais sobre como a religião e a política, a fé e a ganância podem transformar pessoas e lugares. A série tem uma excelente crítica sobre isso.
A boa notícia para quem ainda não viu e quer assistir: a nova série spin-off The Testaments, já lançada nos Estados Unidos pela Hulu, chegou ao Brasil pelo Disney+.
Widow's Bay: A ilha afastada com suas maldições
Fecho com a descoberta boa, mas não é dessa semana: assisti há algumas semanas. O Segredo de Widow's Bay estreou em abril na Apple TV+ e passou relativamente despercebido por aqui (mentira, eu que esqueci de falar sobre ela).
Criada por Katie Dippold e dirigida por Hiro Murai (de Atlanta), a trama acompanha o prefeito Tom Loftis (Matthew Rhys) tentando transformar uma ilha amaldiçoada da Nova Inglaterra em ponto turístico, ignorando os avisos dos moradores locais. O resultado é uma mistura de terror e comédia que rendeu 19 indicações ao Emmy, incluindo Melhor Série de Comédia, e já garantiu segunda temporada confirmada em junho.
Já estou cogitando nunca visitar uma ilha. A série tem um tom cômico muito interessante, misturando o medo e as maldições à la Missa da Meia-Noite (Netflix), mas com um humor certeiro: humor e terror na medida certa.
Vale muito a maratona. Sei, sei, eu já sei, demorei pra falar dela, mas correee, é bom demais!
Mortal Shell II
Agora com mais experiência, a Cold Symmetry acertou de vez aquele conceito interessante do primeiro jogo que não foi tão bem executado. A sequência troca os hubs fechados do original por um mundo aberto interconectado, tira o sistema de stamina e deixa o combate bem mais livre e agressivo.
Tô só no comecinho, não sou muito de soulslike, mas tô gostando bastante do que vi até aqui. Se você gosta do gênero, vale a pena dar uma chance.
Ghetto Zombies: Graffiti Squad
Recebemos o jogo antecipadamente para o lançamento nos consoles, uma obra de arte em formato de jogo, com aquele tempero a mais de ser brasileiro.
Gostou?, tem sugestões manda pra gente!