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O Fim da Rua: dinossauros, nostalgia e uma família em crise

Uma crítica sem spoilers sobre o novo filme de Anne Hathaway

14 de agosto de 2026

O Fim da Rua: dinossauros, nostalgia e uma família em crise

Quando vi o trailer no cinema, fiquei curioso com a proposta do filme. Não vou negar: sempre adorei dinossauros desde pequeno, e até hoje qualquer adaptação que os envolva me deixa querendo assistir, dos primeiros Jurassic Parks aos últimos, que não são grande coisa. Além disso, dava para sentir logo ali, no trailer, aquele clima nostálgico de aventura, quase um tributo aos filmes que Spielberg fazia nos anos 80, com uma família comum jogada em uma situação extraordinária.

Com O Fim da Rua não foi diferente. A curiosidade me levou ao cinema, e a seguir está minha opinião, sem spoilers.

O filme começa apresentando os personagens: os protagonistas são uma família que, à primeira vista, pode parecer sem sal. Apesar do começo lento, logo aparecem algumas questões familiares, umas mais bem desenvolvidas que outras.

Anne Hathaway faz o que se espera dela e entrega uma atuação excelente, transmitindo com clareza frustração, raiva, tristeza e medo. É, sem dúvida, o destaque do elenco, que no geral entrega algo apenas mediano.

O roteiro é um ponto que pode gerar debate. Às vezes ele escorrega, apoiando-se em coincidências em diversos momentos. Também há passagens em que deixa claro demais o que vai acontecer, tirando a surpresa e reduzindo o potencial de tensão e susto. A direção contribui para essa sensação: alguns movimentos de câmera fazem o espectador esperar que algo aconteça, mas o susto não precisa vir o tempo todo; às vezes segurar a expectativa já é suficiente.

A apresentação dos dinossauros merece elogios. Eles são revelados aos poucos, de formas interessantes, e quando finalmente aparecem por completo já sentimos a tensão de estar no meio deles. A representação dos animais pré-históricos também convence: é fácil comprar a ideia de que eles realmente existem. Um detalhe interessante é a abordagem mais realista dos bichos, com penas e pelos.

São os dinossauros os grandes responsáveis pelos momentos de tensão. Os sons e a brutalidade das cenas geram medo constante, e o filme trabalha bem aquela sensação de não estar vendo a ameaça, mas saber que ela está ali.

O ritmo é variado: começa bem devagar, vai aumentando a tensão aos poucos e, no fim, parece haver pressa para encerrar a história, resolvendo tudo de forma um pouco apressada.

Alguns personagens são pouco desenvolvidos, o que faz com que não ganhem tanta importância. O enredo chega a parecer remendado em certos pontos, como se tivesse sido cortado em algumas partes.

No conjunto, o filme satisfaz: ótima representação dos dinossauros, boa tensão e Anne Hathaway brilhando. Mas os pequenos tropeços do roteiro atrapalham um pouco a experiência. É um bom filme, porém não alcança a qualidade que seu potencial prometia. Um sólido 7,5.

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#critica#cinema