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The Blood of Dawnwalker: review completa e vale a pena?

Nota geral acima de 80 pontos e mais de 1 milhão de cópias vendidas em dois dias marcam a estreia do RPG de vampiros da Rebel Wolves. No PC, porém, reclamações de otimização deram trabalho ao estúdio logo na primeira semana.

por Tiago Salvador

08 de setembro de 2026

The Blood of Dawnwalker: review completa e vale a pena?

O jogo

The Blood of Dawnwalker chegou às lojas em 3 de setembro para PC (Steam, GOG e Xbox PC), PlayStation 5 e Xbox Series X/S. É o primeiro jogo da Rebel Wolves, publicado pela Bandai Namco, e nos primeiros dias de venda já tinha ultrapassado a marca de 1 milhão de cópias, segundo estimativas combinadas de consultorias como VG Insights, Gamalytic e PlayTracker.

A história acompanha Coen, um jovem de um vale europeu no século 14, no auge da Peste Negra. Ao se tornar um Dawnwalker (humano de dia, vampiro à noite), ele ganha poderes sobrenaturais, mas também um prazo: 30 dias de jogo para cumprir sua missão. Esse relógio é o coração do game, moldando as decisões e o ritmo da campanha.

Quem é a Rebel Wolves

O estúdio foi fundado em 2022 por Konrad Tomaszkiewicz, diretor de The Witcher 3: Wild Hunt, e reúne veteranos que passaram por Witcher 3 e Cyberpunk 2077 na CD Projekt Red. Tomaszkiewicz deixou a CDPR em 2021 após denúncias de assédio no ambiente de trabalho. A investigação interna concluiu que ele não era culpado, mas ele optou por sair e montar a própria empresa.

Dawnwalker é a estreia AAA do estúdio e foi planejado como o primeiro capítulo de uma saga maior. Segundo a Rebel Wolves, os próximos jogos vão se passar no mesmo universo, mas em outras épocas, cada um com uma história fechada, sem gancho para continuação nem viagens no tempo.

O que a crítica achou

A média no Metacritic ficou em torno de 83 pontos, com pequenas variações por plataforma (84 no PC, 83 no PS5, 86 no Xbox Series X, conforme o veículo consultado). No OpenCritic, o jogo alcançou entre 84 e 85 pontos, selo "Mighty" e recomendação de cerca de 90% dos mais de 100 críticos ouvidos, ficando entre os títulos mais bem avaliados da plataforma em 2026.

Entre os pontos mais elogiados está justamente o sistema de tempo limitado: vários analistas apontaram que ele resolve um problema crônico do gênero, o enchimento artificial de mundos abertos com conteúdo descartável. Roteiro, construção dos personagens, ambientação gótica e trilha sonora também aparecem como destaques recorrentes. A IGN deu 9/10, a RPGFan cravou 92/100 e o site brasileiro PSX Brazil avaliou o jogo em 84/100.

Nem todo mundo saiu satisfeito. As críticas mais duras miram o combate, considerado repetitivo e mal equilibrado por parte da imprensa, além da baixa variedade de inimigos e trechos do mundo aberto que soam vazios. A Game Rant deu 6/10 e a Hobby Consolas, 72/100, mostrando que a régua variou bastante dependendo do quanto cada crítico se incomodou com esses problemas.

Jogadores gostaram, mas cobraram otimização

A recepção do público seguiu um caminho mais acidentado. Na Steam, o jogo estreou com avaliação "seguidamente mista", puxada por reclamações de queda de quadros, cutscenes travadas em 30fps e instabilidade geral no PC. O próprio estúdio chegou a recomendar, entre outras soluções, atualizar a BIOS de máquinas com problemas, o que rendeu piada nas redes.

Nos dias seguintes, a nota no Steam subiu para a faixa de "Muito Positiva", com o porcentual de avaliações favoráveis oscilando entre 74% e 83% conforme o dia. No Metacritic, a nota dos usuários está em 8,2, com mais de 500 avaliações. O padrão apontado por quem acompanhou o lançamento é que as versões de console tiveram estreia mais estável do que a de PC.

Do lado comercial, o jogo chegou a registrar picos de mais de 70 mil jogadores simultâneos na Steam, número expressivo para uma marca nova sem uma franquia consolidada por trás. As vendas em consoles, puxadas principalmente pelo PS5, parecem ter respondido pela maior fatia do total de cópias vendidas.

Por que isso importa

Dawnwalker chega num setembro lotado de lançamentos grandes, num calendário que várias produtoras reorganizaram para não esbarrar de frente com GTA 6. Para a Rebel Wolves, o resultado é duplo: uma estreia comercial e crítica sólida o bastante para sustentar os planos de uma saga inteira, e uma lição de casa técnica no PC que o estúdio já prometeu endereçar em atualizações futuras.

Se o combate vai melhorar com patches, ou se vai continuar sendo o ponto fraco do pacote, é algo que só as próximas atualizações da Rebel Wolves vão mostrar.

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#Games#Ps5#Xbox#PC